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Brechós podem movimentar mais de US$ 78 bilhões até 2030, aponta pesquisa

O mercado de roupas de segunda mão vem ampliando espaço no varejo norte-americano e deve movimentar US$ 78,8 bilhões até 2030, segundo Relatório de Revenda 2026, produzido pela ThredUp em parceria com a GlobalData, que aponta crescimento médio anual de 7,3% no setor.

Ainda de acordo com o relatório, em 2025, a revenda de roupas nos Estados Unidos cresceu quase quatro vezes mais rápido que o mercado tradicional de vestuário. No cenário global, o segmento de produtos de segunda mão deve alcançar US$ 393 bilhões até 2030, o dobro do ritmo projetado para o mercado geral de roupas.

Novas gerações puxam o crescimento

A Geração Z e os millennials devem responder por mais de 70% do crescimento da revenda até 2030, segundo o levantamento. A expansão também acontece fora dos grandes marketplaces especializados. De acordo com a pesquisa, 46% dos consumidores encontram produtos de segunda mão por meio de redes sociais, criadores de conteúdo e lojas físicas, mostrando que a descoberta desses produtos está cada vez mais integrada a diferentes canais de consumo.

A inteligência artificial também começa a fazer parte desse processo. Dados mostram que 48% dos compradores entrevistados afirmaram utilizar ferramentas de IA durante suas compras de produtos usados, enquanto 63% disseram se sentir confortáveis com compras assistidas por agentes de inteligência artificial.

Mercado brasileiro acompanha expansão global

O mercado de brechós no Brasil cresceu 32% entre 2024 e 2025 e registrou a abertura de mais de 2.500 novas empresas em 2026. O avanço é associado à busca por economia e ao fortalecimento da economia circular, com consumidores encontrando roupas, calçados e acessórios de marcas conhecidas por preços inferiores aos do varejo tradicional.

O setor também passou por um processo de profissionalização, com maior investimento em curadoria, seleção de peças, organização dos estoques e apresentação das lojas. Em São Paulo, um brechó com mais de 5 mil itens registrou aumento superior a 500% no fluxo de negócios desde 2019 e alcançou faturamento anual de R$ 3 milhões. Além da economia, a sustentabilidade é apontada como outro fator de crescimento, já que a reutilização reduz o descarte e a geração de resíduos.