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Exposição ‘Trajetórias’ encerra com lançamento de livro e encontro entre arte e arquitetura em Belém

A exposição Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense foi encerrada na noite desta terça-feira (16) com uma programação especial no Centro Cultural Banco da Amazônia (CCBA), em Belém. O encerramento reuniu professores, arquitetos, empresários e profissionais ligados à produção cultural em um Talk de Arquitetura, Design e Arte Paraense, que promoveu reflexões sobre a relação entre produção artística, arquitetura e mercado cultural. 

Além do bate papo, o livro “Trajetórias”, com mais de 200 páginas e publicado pela LCF Editora, que cataloga as mais de 160 obras da Coleção Eduardo Vasconcelos apresentadas na exposição, foi lançado e distribuído ao público.

Segundo Eduardo Vasconcelos, coelcionador e proponente da exposição, é importante democratizar o acesso à arte e à cultura. “A arte precisa ser cada vez mais democratizada. Normalmente, uma coleção privada fica restrita às pessoas que frequentam a residência e aos amigos. Quando você ultrapassa isso, ou seja, traz para um ambiente público, está compartilhando com outras pessoas. Acho que esse é o principal legado: que outras gerações possam aproveitar tudo isso”, afirmou.

 Ainda de acordo com Eduardo, a proposta da exposição também foi criar um recorte capaz de apresentar parte da trajetória da arte paraense, reunindo mais de seis décadas de produção artística e mais de 135 artistas presentes na coleção.

 O encontro também buscou ampliar o diálogo entre diferentes setores criativos e destacar como experiências culturais podem influenciar a forma de pensar e construir ambientes. Entre os participantes estava o engenheiro civil e empresário, André Moreira, que integrou a discussão sobre a presença da arte nos espaços urbanos e nos projetos contemporâneos.

“Eventos como esse são muito importantes porque fomentam o mercado que muitas vezes não é entendido e acaba ficando adormecido. Para mim, o mercado da arte é muito importante porque trata da identidade de toda a região, como é o caso da Arte do Pará e Amazônia”, destacou André Moreira.

André Moreira ainda destacou que reunir representantes de diferentes segmentos para discutir o mercado de arte contribui para ampliar visões e enriquecer o debate sobre o setor. Para ele, a arte em Belém precisa de caminhos que aproximem as pessoas e fortaleçam o entendimento sobre o valor presente em cada obra. 

A exposição Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense reuniu mais de 130 artistas presentes na Coleção Eduardo Vasconcelos e apresentou um panorama da produção visual paraense ao longo de mais de seis décadas. Selecionada pelo I Edital de Ocupação 2026–2027 do Centro Cultural Banco da Amazônia, a mostra também integrou a programação comemorativa pelos seis meses de funcionamento do espaço cultural.