Assistir a uma Copa do Mundo diretamente do estádio é um sonho para muitos torcedores, mas transformar esse plano em realidade exige organização financeira e planejamento de longo prazo. Com a edição de 2030 marcada para acontecer na Espanha, Portugal e Marrocos, especialistas já estimam quanto será necessário investir para acompanhar o torneio e quanto vale a pena guardar mensalmente até lá.
Segundo profissionais ouvidos pela Forbes, uma pessoa viajando sozinha pode gastar entre R$ 35 mil e R$ 55 mil em uma viagem de padrão convencional. Para uma família de quatro pessoas, o custo pode variar entre R$ 100 mil e R$ 160 mil, podendo ultrapassar R$ 200 mil em experiências mais completas, com mais jogos, deslocamentos entre países e pacotes de hospitalidade.
Como referência, um levantamento da Rico apontou que uma viagem de casal para acompanhar a Copa de 2026 poderia chegar a R$ 50 mil, considerando passagens aéreas, hospedagem, ingressos, alimentação, transporte e seguro-viagem.
De acordo com os especialistas, os custos aumentaram significativamente em relação à Copa de 2022, no Catar, quando uma viagem internacional custava entre R$ 20 mil e R$ 28 mil por pessoa em um perfil moderado.
A Copa de 2030 terá Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais. Uruguai, Argentina e Paraguai receberão partidas comemorativas relacionadas ao centenário da competição. Para quem começar a poupar agora, haverá aproximadamente quatro anos de preparação financeira.
Quanto guardar por mês?
Os especialistas em finanças destacam que uma pessoa que pretende viajar sozinha deve considerar uma meta entre R$ 45 mil e R$ 60 mil, o que representa um investimento mensal entre R$ 950 e R$ 1.300. Uma contribuição mensal entre R$ 1.100 e R$ 1.300 pode ser a adequada para uma viagem individual de padrão intermediário.
Para casais, a recomendação é guardar entre R$ 1.800 e R$ 2.100 por mês. Já para uma família de quatro pessoas, o aporte sugerido varia entre R$ 3.000 e R$ 3.500 mensais, tendo como referência R$ 3.200, com reajustes anuais e reforços por meio de receitas extras.
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Cronograma recomendado
2026: definir o orçamento e iniciar os aportes;
2027 e 2028: manter a disciplina financeira, acompanhar o câmbio e revisar as projeções;
2029: ter acumulado pelo menos 75% da meta;
2030: manter praticamente todo o valor em investimentos de baixo risco e concluir a compra dos euros.
Custos que não devem ser subestimados
Além das passagens e dos ingressos, especialistas alertam para despesas frequentemente esquecidas no planejamento. A hospedagem tende a sofrer aumentos expressivos durante grandes eventos esportivos devido à alta demanda, especialmente nas cidades que recebem partidas mais disputadas. Outro ponto importante são os deslocamentos entre cidades e países, que podem incluir voos internos, trens, ônibus, aplicativos de transporte e aluguel de veículos.
Também devem entrar na conta bagagens, seguro-viagem, internet e uma reserva entre 15% e 20% para imprevistos e reajustes de preços. De acordo com análise da Rico, a chamada "cesta do torcedor" está 32,5% mais cara do que na Copa de 2022.
Os cálculos apresentados consideram uma viagem de aproximadamente 10 a 12 dias, com passagens em classe econômica, hospedagem de padrão intermediário, alimentação, transporte, seguro-viagem, internet, ingressos para três partidas e uma reserva para imprevistos.
As estimativas também levam em conta uma inflação média de 3,5% ao ano e uma rentabilidade líquida conservadora de aproximadamente 0,5% ao mês. Como os preços oficiais dos ingressos da Copa de 2030 ainda não foram divulgados pela FIFA, todos os valores apresentados são projeções financeiras elaboradas pelos especialistas.
